"...Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas..." Lenine
Eu já colei castanha, fiz avião de papel, guerra de giz, aprontei travessuras.
Joguei papel higiênico molhado em quem estava trabalhando, chamei um taxi e saí correndo para me esconder, acertei uma pedra no janela do meu próprio apartamento.
Eu usei meu "atravesse card", fiz pic nic nas dunas do Imbuí, andei de pedalinho no parque de Pituaçu.
Eu tirei minha mãe do sério, briguei com meu pai, fiquei sem falar com meus irmãos.
Tanta coisa que passou.
Hoje quando eu falei com minha vó pelo telefone, eu achei que eu estava certo. Algumas coisas passam.
Ela sempre com seu jeito doce, me ensinando a viver.
Ainda hoje, ele me disse, que toda vez que eu estivesse num bar e fosse ao banheiro, que trocasse minha bebida na volta.
Ela me disse hoje para viver, para levar o barco na direção da maré.
Com todas as letras ele me disse: "Meu filho não se estreeeessssseee". Me disse que na idade dela não tem que preocupar com nada, que tudo para ela está bom.
Minha vó me disse hoje que tudo passa.
Eu tentei em vão esconder o choro, mas ela mais um vez doce me disse: "Não chore não meu filho, é assim mesmo e passa."
Lembro quando assisti uma peça chamada Ensina-me a viver, a história de amor entre Harold, jovem de 20 anos que se apaixona por Maude, de 80 mas com a mesma alma de Harold.
De tudo que ela ensinou a ele, com certeza o que mais me marcou foi: "Isso também passará..."
"Hoje eu acordei com sono, sem vontade de acordar", pensei no blog e não me senti mais escrevendo.
Passei o dia pensando, e quando minha vó me disse hoje: "siga sempre seu coração" eu achei novamente que estava certo. Algumas coisas passam.
O blog pra mim passou.
Liguei para meu amigo, meu espelho, Marcelo, sempre você né velho? Eu precisava ligar para ele, o Lábaro é nosso.
Eu tentei em vão novamente esconder o choro.
Ele me dizia: "Pare, respire fundo, você é Gabriel... você é foda, eu sei que é difícil para você carregar esse peso, de ser assim especial..."
Ele me perguntou: "é saudade? tem mais alguma coisa?"
Enquanto escrevia ele me presenteou com mais uma declaração de amor. Te amo tanto.
E você, Bruno?
Meu irmão. O último a entrar nesse barco, me enchendo de orgulho. Te amo tanto.
Eu precisava ligar para ele. O Lábaro é nosso.
Estava sempre com a voz marota no telefone, fazendo piada de tudo, eu desliguei correndo para esconder o choro.
Aqui eu deixei um pouco do quase tudo que vivi, das minhas emoções, dos meus anseios, minhas dúvidas, opiniões, homenagens, descobertas, falei de amores, paixões, de sorriso, sofrimento, de vida... "o melhor e o pior de mim", e eu tinha que compartilhar isso com vocês, que tiveram pelo menos a curiosidade de um dia chegar aqui e ler pelo menos uma linha.
Eu criei esse Lábaro, e deixo duas estrelas brilhando.
Joguei papel higiênico molhado em quem estava trabalhando, chamei um taxi e saí correndo para me esconder, acertei uma pedra no janela do meu próprio apartamento.
Eu usei meu "atravesse card", fiz pic nic nas dunas do Imbuí, andei de pedalinho no parque de Pituaçu.
Eu tirei minha mãe do sério, briguei com meu pai, fiquei sem falar com meus irmãos.
Tanta coisa que passou.
Hoje quando eu falei com minha vó pelo telefone, eu achei que eu estava certo. Algumas coisas passam.
Ela sempre com seu jeito doce, me ensinando a viver.
Ainda hoje, ele me disse, que toda vez que eu estivesse num bar e fosse ao banheiro, que trocasse minha bebida na volta.
Ela me disse hoje para viver, para levar o barco na direção da maré.
Com todas as letras ele me disse: "Meu filho não se estreeeessssseee". Me disse que na idade dela não tem que preocupar com nada, que tudo para ela está bom.
Minha vó me disse hoje que tudo passa.
Eu tentei em vão esconder o choro, mas ela mais um vez doce me disse: "Não chore não meu filho, é assim mesmo e passa."
Lembro quando assisti uma peça chamada Ensina-me a viver, a história de amor entre Harold, jovem de 20 anos que se apaixona por Maude, de 80 mas com a mesma alma de Harold.
De tudo que ela ensinou a ele, com certeza o que mais me marcou foi: "Isso também passará..."
"Hoje eu acordei com sono, sem vontade de acordar", pensei no blog e não me senti mais escrevendo.
Passei o dia pensando, e quando minha vó me disse hoje: "siga sempre seu coração" eu achei novamente que estava certo. Algumas coisas passam.
O blog pra mim passou.
Liguei para meu amigo, meu espelho, Marcelo, sempre você né velho? Eu precisava ligar para ele, o Lábaro é nosso.
Eu tentei em vão novamente esconder o choro.
Ele me dizia: "Pare, respire fundo, você é Gabriel... você é foda, eu sei que é difícil para você carregar esse peso, de ser assim especial..."
Ele me perguntou: "é saudade? tem mais alguma coisa?"
Enquanto escrevia ele me presenteou com mais uma declaração de amor. Te amo tanto.
E você, Bruno?
Meu irmão. O último a entrar nesse barco, me enchendo de orgulho. Te amo tanto.
Eu precisava ligar para ele. O Lábaro é nosso.
Estava sempre com a voz marota no telefone, fazendo piada de tudo, eu desliguei correndo para esconder o choro.
Aqui eu deixei um pouco do quase tudo que vivi, das minhas emoções, dos meus anseios, minhas dúvidas, opiniões, homenagens, descobertas, falei de amores, paixões, de sorriso, sofrimento, de vida... "o melhor e o pior de mim", e eu tinha que compartilhar isso com vocês, que tiveram pelo menos a curiosidade de um dia chegar aqui e ler pelo menos uma linha.
Eu criei esse Lábaro, e deixo duas estrelas brilhando.
