"Mas, afinal, o que é rock and roll? Os óculos do John ou olhar do Paul?" Engenheiros do Hawaii
Todos que me perguntam qual o estilo de música que mais gosto, a minha resposta é normalmente a mesma: "sou bem eclético, só não gosto de rock."
Em 2001, primeira vez que me aventurei na Suíça para fazer um programa de rádio, conheci muita gente interessante.
Nesse mesmo ano conheci Romeo, designer, responsável pelo layout do site da rádio, e como eu estava na faculdade de publicidade e desenvolvendo o site do meu programa, sempre procurava pegar algumas dicas com ele, mas ele era muito estranho.
Dias depois, na primeira reunião de programação artística da rádio, onde decidiríamos os programas e horários, notei que Romeo teria seu programa às 23h e se chamaria "Rock Salat". Descobri na hora porquê ele era tão estranho.
Ir para a Suíça era bom, ganhar dinheiro lá era melhor ainda.
Trabalhei como Dj na "Poison", boite que ficava numa montanha chamada Saas Fee.
Trabalhar como Dj lá era interessante e ao mesmo tempo assustador. As pessoas não se integravam muito, ficavam sempre grupinhos separados, cada um querendo ouvir uma coisa diferente, agradar a todos era sempre impossível, ainda mais quando o local não tem um "identidade". Aqui normalmente quando vamos a determinado lugar sabemos exatamente que tipo de música ouviremos, lá era sempre uma icógnita.
Resolvi criar minha receita de sucesso, que era relativamente simples. Começava com músicas mais lentas, enquanto ss pessoas iam chegando aos poucos, tomando os primeiros driks. Depois passava para os hits que estavam entre o TOP 20 da MTV local. Aí todos já tinha tomado pelo menos uns 5 drinks e se eu tocasse É o tchan, teria gente dançando, não se assustem pois eu já fiz isso.
De vez em quando vinha um ou outro mala perguntar se não tinha um rock para tocar. Com a pista bombando, eu nem precisava gastar saliva, apenas apontava e mostrava quem mandava no pedaço.
Mas os roqueiros juntaram sua galera. Mais um dia de trabalho na Poison, e com a receita de sucesso escrita em papéis da Red Bull, comecei a programar as músicas da noite, começando com as lentas e só a galera do Rock chegando.
Alguma coisa estava estranha naquele dia, até eu me sentia estranho, e uma hora e meia depois de músicas lentas para warm up, 90% do público vestia preto, me olhavam de maneira estranha e o barman veio falar comigo:
- Gabriel, quanta gente estranha hoje né?
- Nem me fale! Vai piorar se eles pedirem para tocar rock.
Eis que chega um e pergunta se tenho algum rock.
Sem pensar duas vezes interrompi a música que estava no meio e meti Rock Around The Clock, a galera se animou, daí segui com Beatles, Beach Boys, Status Quo, ZZ Top, AC/DC, Nirvana.
Vocês com certeza estão se perguntando como conhecia tanta coisa de rock se nunca gostei. Como tocava com um computador, prcurava os nomes mais estranhos de bandas, ouvia antes a música e se estava no mesmo beat da anterior eu mandava ver.
A galera do rock pulava, o barman pulava. A Poison era rock, e eu custava a acreditar que estava contaminado. No final da noite algumas pessoas vieram falar comigo, dizendo que jamais em Saas Fee tinham visto um Dj do rock. Nem eu!
Em 2005, quando voltei em definitivo da Suíça, haveria um show da brincando de deus, e meu amigo Ricardo Cury me chamou. E eu fui.
Em 2008, este mesmo amigo, lançou um livro de rock and roll.
Coincidência ou não, Para Colorir, nome de seu livro, fez com que eu vivesse para completar 27 anos esse ano, e o show da brincando de deus foi o meu primeiro show de rock.
Em 2001, primeira vez que me aventurei na Suíça para fazer um programa de rádio, conheci muita gente interessante.
Nesse mesmo ano conheci Romeo, designer, responsável pelo layout do site da rádio, e como eu estava na faculdade de publicidade e desenvolvendo o site do meu programa, sempre procurava pegar algumas dicas com ele, mas ele era muito estranho.
Dias depois, na primeira reunião de programação artística da rádio, onde decidiríamos os programas e horários, notei que Romeo teria seu programa às 23h e se chamaria "Rock Salat". Descobri na hora porquê ele era tão estranho.
Ir para a Suíça era bom, ganhar dinheiro lá era melhor ainda.
Trabalhei como Dj na "Poison", boite que ficava numa montanha chamada Saas Fee.
Trabalhar como Dj lá era interessante e ao mesmo tempo assustador. As pessoas não se integravam muito, ficavam sempre grupinhos separados, cada um querendo ouvir uma coisa diferente, agradar a todos era sempre impossível, ainda mais quando o local não tem um "identidade". Aqui normalmente quando vamos a determinado lugar sabemos exatamente que tipo de música ouviremos, lá era sempre uma icógnita.
Resolvi criar minha receita de sucesso, que era relativamente simples. Começava com músicas mais lentas, enquanto ss pessoas iam chegando aos poucos, tomando os primeiros driks. Depois passava para os hits que estavam entre o TOP 20 da MTV local. Aí todos já tinha tomado pelo menos uns 5 drinks e se eu tocasse É o tchan, teria gente dançando, não se assustem pois eu já fiz isso.
De vez em quando vinha um ou outro mala perguntar se não tinha um rock para tocar. Com a pista bombando, eu nem precisava gastar saliva, apenas apontava e mostrava quem mandava no pedaço.
Mas os roqueiros juntaram sua galera. Mais um dia de trabalho na Poison, e com a receita de sucesso escrita em papéis da Red Bull, comecei a programar as músicas da noite, começando com as lentas e só a galera do Rock chegando.
Alguma coisa estava estranha naquele dia, até eu me sentia estranho, e uma hora e meia depois de músicas lentas para warm up, 90% do público vestia preto, me olhavam de maneira estranha e o barman veio falar comigo:
- Gabriel, quanta gente estranha hoje né?
- Nem me fale! Vai piorar se eles pedirem para tocar rock.
Eis que chega um e pergunta se tenho algum rock.
Sem pensar duas vezes interrompi a música que estava no meio e meti Rock Around The Clock, a galera se animou, daí segui com Beatles, Beach Boys, Status Quo, ZZ Top, AC/DC, Nirvana.
Vocês com certeza estão se perguntando como conhecia tanta coisa de rock se nunca gostei. Como tocava com um computador, prcurava os nomes mais estranhos de bandas, ouvia antes a música e se estava no mesmo beat da anterior eu mandava ver.
A galera do rock pulava, o barman pulava. A Poison era rock, e eu custava a acreditar que estava contaminado. No final da noite algumas pessoas vieram falar comigo, dizendo que jamais em Saas Fee tinham visto um Dj do rock. Nem eu!
Em 2005, quando voltei em definitivo da Suíça, haveria um show da brincando de deus, e meu amigo Ricardo Cury me chamou. E eu fui.
Em 2008, este mesmo amigo, lançou um livro de rock and roll.
Coincidência ou não, Para Colorir, nome de seu livro, fez com que eu vivesse para completar 27 anos esse ano, e o show da brincando de deus foi o meu primeiro show de rock.

2 Comments:
Falar o que? Alliah e Eu sabemos a falta que você faz ... e o que seria dos meus 28 sem seus 27 ? Acho que minha "memoria" nao seria a mesma ... Saas Fee , aquela boite , a radio ... as vezes entendo que nada acontece por acaso ...
Ray jan
Ray Jan, só você mesmo para entender e fazer tudo valer a pena.
Te amo
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