quarta-feira, janeiro 25, 2006

"E no balanço das horas tudo pode mudar" Metro

Já se passavam 27 minutos das 14 horas, de uma quarta-feira de pouco mais de 32°C e um céu azul.
Ele não ouvia o mar como também seu coração.
Viu apenas sua memória indo e vindo trazendo consigo doces lembranças e angústias, como ondas gigantescas, puxando-o para o fundo.
Ele que estava sedento degustava o sal.
Ao levantar-se o cheiro era só maresia.
Secava-se ao sol e sentia na pele suas ilusões fazer-lhe uma cama de areia.
Ele já estava cego pelo sol e ao seu redor concreto.
Já não ouvia através das paredes e com a mão tocou a janela por onde fugiam os sonhos e entrava a esperança.
A boca sem gosto algum dizia: o Brasil não é só litoral.