"Uma pirueta, duas piruetas, bravo bravo" Chico Buarque
Embora todos digam que "Só se vê na Bahia", devo admitir que em São Paulo é onde as coisas acontecem.
Ontem peguei o carro e fui dirigindo pela Av. Faria Lima. Pelo calor infernal que fazia, como na Bahia estava com os vidros abertos, e Carol que embora neurótica quando o assunto é segurança, não pediu em momento algum para que eu fechasse.
Ao nos aproximarmos de mais um sinal, vi que alguns meninos, "artistas de rua", faziam malabarismos com bolas de tênnis.
Um deles começou com seu espetáculo na frente do nosso carro, daí começou o diálogo:
- Não deixa ele fazer isso não Gab.
- Mas eu não posso impedí-lo.
- É só dizer que não quer, pois ele fica pensando que vamos dar alguma coisa...
Não houve tempo para resposta, o menino encontra-ve ao meu lado com a mão extendida.
Olhei-o e apenas disse que no momento não tinha nenhum trocado.
Até teve um esboço de sorriso por parte do artista, mas o espetáculo não pode parar, o sinal aberto o fez correr e eu tinha que seguir em frente.
Após estacionar o carro, eu e Carol comentávamos a quantidade de gente que chegava junto conosco.
- Será um grande espetáculo. Disse Carol
- Creio que sim, afinal não é todo dia que temos a oportunidade de assistir o Cirque du Soleil.
Fomos em frente, uma mega organização, pessoas de terno, chegando em seus carros blindados, com seguranças. Tanta gente diferente mas o mesmo brilho no olhar...
Sentamos em cadeiras não muito confortáveis, mas o que isso importa? Estávamos assistindo ao Cirque du Soleil.
Do início ao fim é espetáculo.
Por trá de um enorme pano branco surge uma banda, perfeita, sincronizada com todos os passos dos artistas no palco.
Luzes dão todo o clima ao espetáculo.
Claro que fotos são proíbidas. Como diria a apresentadora do espetáculo "se vc usa flash o artista crash.."
Tudo é impressionante, o uso da força bruta para movimentos de suavidade.
A interação com o público é inexplicável, e como diria meu amigo Cury, a emoção no rosto de cada um é a melhor parte de qualquer espetáculo.
Lembro-me que logo no início do espetáculo, por umas 3 vezes pude ouvir a voz de uma criança querendo interagir com o que acontecia no palco.
Cheguei a ficar chateado, mas a mãe dela tratou de fazê-lo calar a boca.
Já no final após o canhão de luz passar pela platéia enquanto um dos artistas passava a pouco mais de um metro de distância de onde estava sentado, ouvi novamente a voz do menino, quando olhei na direção de onde vinha aquela voz, dei de cara com um sorriso que era a tradução da felicidade plena... queria que ele tivesse gritado muito mais.
Atrá de mim havia um cara, creio que pouco mais de 40 anos que parecia aplaudir tudo com os pés tamanha era a alegria.
Aplausos não faltaram do início ao fim.
Cada salto, cada movimento, cada coisa diferente era motivo de riso, de aplauso.
Ao final do espetáculo todos de pé aplaudiam os artistas que do palco agradeciam com reverências e sorrisos. E quanto mais sorrisos, mais aplausos e vice versa.
Saí em êxtase!
No caminho de volta, parei em outros sinais e não vi nenhum "artista de rua".
Pensei naquele que eu encontrei horas atrás, pensei que faltou um sorriso de agradecimento, mas também faltaram aplausos.
Ontem peguei o carro e fui dirigindo pela Av. Faria Lima. Pelo calor infernal que fazia, como na Bahia estava com os vidros abertos, e Carol que embora neurótica quando o assunto é segurança, não pediu em momento algum para que eu fechasse.
Ao nos aproximarmos de mais um sinal, vi que alguns meninos, "artistas de rua", faziam malabarismos com bolas de tênnis.
Um deles começou com seu espetáculo na frente do nosso carro, daí começou o diálogo:
- Não deixa ele fazer isso não Gab.
- Mas eu não posso impedí-lo.
- É só dizer que não quer, pois ele fica pensando que vamos dar alguma coisa...
Não houve tempo para resposta, o menino encontra-ve ao meu lado com a mão extendida.
Olhei-o e apenas disse que no momento não tinha nenhum trocado.
Até teve um esboço de sorriso por parte do artista, mas o espetáculo não pode parar, o sinal aberto o fez correr e eu tinha que seguir em frente.
Após estacionar o carro, eu e Carol comentávamos a quantidade de gente que chegava junto conosco.
- Será um grande espetáculo. Disse Carol
- Creio que sim, afinal não é todo dia que temos a oportunidade de assistir o Cirque du Soleil.
Fomos em frente, uma mega organização, pessoas de terno, chegando em seus carros blindados, com seguranças. Tanta gente diferente mas o mesmo brilho no olhar...
Sentamos em cadeiras não muito confortáveis, mas o que isso importa? Estávamos assistindo ao Cirque du Soleil.
Do início ao fim é espetáculo.
Por trá de um enorme pano branco surge uma banda, perfeita, sincronizada com todos os passos dos artistas no palco.
Luzes dão todo o clima ao espetáculo.
Claro que fotos são proíbidas. Como diria a apresentadora do espetáculo "se vc usa flash o artista crash.."
Tudo é impressionante, o uso da força bruta para movimentos de suavidade.
A interação com o público é inexplicável, e como diria meu amigo Cury, a emoção no rosto de cada um é a melhor parte de qualquer espetáculo.
Lembro-me que logo no início do espetáculo, por umas 3 vezes pude ouvir a voz de uma criança querendo interagir com o que acontecia no palco.
Cheguei a ficar chateado, mas a mãe dela tratou de fazê-lo calar a boca.
Já no final após o canhão de luz passar pela platéia enquanto um dos artistas passava a pouco mais de um metro de distância de onde estava sentado, ouvi novamente a voz do menino, quando olhei na direção de onde vinha aquela voz, dei de cara com um sorriso que era a tradução da felicidade plena... queria que ele tivesse gritado muito mais.
Atrá de mim havia um cara, creio que pouco mais de 40 anos que parecia aplaudir tudo com os pés tamanha era a alegria.
Aplausos não faltaram do início ao fim.
Cada salto, cada movimento, cada coisa diferente era motivo de riso, de aplauso.
Ao final do espetáculo todos de pé aplaudiam os artistas que do palco agradeciam com reverências e sorrisos. E quanto mais sorrisos, mais aplausos e vice versa.
Saí em êxtase!
No caminho de volta, parei em outros sinais e não vi nenhum "artista de rua".
Pensei naquele que eu encontrei horas atrás, pensei que faltou um sorriso de agradecimento, mas também faltaram aplausos.
