quinta-feira, junho 02, 2005

Meu pulso ainda pulsa...


Sabe essas pulseiras que tá todo mundo usando?


Pois é... Eu também uso...

PORQUÊ?

Moda?
Estilo?
Ou neurônios fritos por anos e anos de video games?



Mas esses meigos pedaçinhos de borracha têm significado...

Bom, pelo menos pra mim têm...



Quando meu tio Paulo foi pra os USA no início desse ano pedi pra ele trazer pra mim umas pulseiras dessas "da moda" - LIFESTRONG - que além de toda carga simbólica que ela tem, iria substituir uma de aço que eu tava usando e tinha começado a me dar alergia...
E além de tudo, eu queria ter a tal pulseira...



Bom, não sei porque cargas d´água, em 2 semanas nos USA meu tio não conseguiu achar a pulseira - LIFESTRONG - Maaas, achou uma outra, amarela também, que até muita gente me pergunta se essa minha é LIFESTRONG...
A diferença básica é que nessa minha tem escrito: "Until they all come home" - Tradução: "Até que todos eles voltem pra casa" - DIZEM que a renda arrecadada com a venda dessas pulseiras, especificamente, vai para uma Associação de Mães de Soldados Americanos que estão no Iraque...
Em suma, a pulseira é, indiretamente. um pedido para que todos eles (os soldados) retornem às suas casas, ou seja que acabe a porra da invasão americana no Iraque...



Aí, você pode virar pra minha cara e perguntar:
- Você tá usando esse pedaço de borracha por causa da guerra? E tal e tal e tal....



E é justamente aí que eu te digo:

NÃO! EU NÃO A USO POR ISSO...
POIS PRA MIM ELA TEM OUTRO SIGNIFICADO...


Eu já tinha ouvido mais de 1000 vezes, de vááárias pessoas diferentes, que a família é importante, que é o seio de sua estabilidade emocional, etc. etc. etc...
Apesar de, conscientemente, nunca ter dado o devido valor a essas afirmações, hoje tenho a plena certeza de que TUDO que diz respeito a família é importante... E quero dividir isso com todo mundo que eu puder alcançar...

Não tô sendo meloso... Só gostaria que vocês dessem valor às suas famílias, aos de perto, de dentro de casa, aos que freqüentam sua casa, aos primos(as), tios(as), tias-avós, avós, todos...
Lembro-me que quando eu era criança, com uns 9 /10 anos, rolava, tooooodos os anos um amigo secreto de todos os primos, e por incrível que pareça, eu tenho 19 primos (isso... 19...) por parte de mãe, todos homens...
Agora, imagine o mangue que não era esse amigo secreto, rolava lá em Vilas, na casa de Tia Betinha... (Ah, o Village... que saudades... Tantas bikes "emprestadas", bábas, resenhas...) Bom, mas o assunto aqui é outro...

Estou vivendo uma fase excelente de minha vida !

De certa forma, as coisas estão dando certo, profissionalmente, emocionalmente
EM TUDO!

Minha relação com minha família vem melhorando a cada dia que passa... E aos poucos venho reconquistando velhas amizades que por muito tempo foram ausências no pequeno livro da minha vida, não porque elas quisessem se afastar ou eu... Simplesmente a vida fez com que isso acontecesse...
E mesmo que aos poucos, venho me esforçando pra modificar isso, dentro de casa, com minha mãe, e que mãe que eu tenho... Tenho que agradecer todos os dias por tê-la, com os entes mais próximos e principalmente com os que eu estou mais distante, MAS QUE EU NÃO DEVIA ESTAR!
Todo esse turbilhão de idéias não me ocorreu pela pulseira e sim antes, mas a "amarelinha" só veio pra sacramentar essa minha idéia, que nasceu numa mesa de bar, aliás, quantas idéias brilhantes (e várias medíocres...) surgiram numa mesa de bar?
Pois é...
Ali estavamos, eu, Marquinhos "Culino" (meu primo), Fabinho "Cabeça" (tb meu primo), Nazareth "Lora" (que por mais que não pareça, é minha tia...) e Jorginho (meu "tio" namorado dela)...


Eis que eu estava me sentindo completamente à vontade naquela mesa...
Com "pessoas" as quais eu NUNCA havia estado numa mesa de bar...
E que há muito tempo já habitavam meu coração, mas que talvez estivessem tão fundo, tão fundo, que estivessem precisando sair de suas "cavernas" para sentir um pouco do brilho da luz da amizade...
Eu me senti diferente depois daquele dia...
Senti algo que era mais do que uma vontade de estar com eles, era quase que uma necessidade... E depois de anos e anos sem sairmos juntos... Só nos últimos 3 meses já saímos 3 vezes...
Aí você pensa: - Ah! Só 3 vezes! É muito pouco - É sim...
Comparado a atenção que cada um deles merece é pouco sim... Mas vá dizer ao meu coração que foi pouco... E eu te mostro que não é... Cada uma dessas 3 vezes foi especial...
E hoje eu falo com elas todos os dias, mesmo que seja através das frias teclas do impessoal, MSN, mas eu falo!! Já é uma mudança e de algum jeito tem que começar...


Quero estar cada dia mais perto dessas pessoas, dessas e de tantas outras (Meu tio Paulo, Rick, Léo "Cebola", Maurição, Guga, Danilo, Peu, Rafa, Diego, Raulzão, poooorra, é gente viu...
Quem eu não falei, não se ache "esquecido" porque está a cada dia mais e mais perto da "minha mira".
Guardei um lugar pra falar de um capítulo a parte...
Marcelão "Minha Cabra", pela impressionante e quase inacreditável, consideração num determinado dia, que ele sabe qual é... Não que eu duvidasse da amizade dele, mas na situação em que ele estava, acho que NINGUÉM teria o coração tão "dentro" da cabeça pra lembrar de fazer o que ele fez... E não vou mentir... Negão, chorei, no meio de toda a confusão que eu estava... Chorei...
De tristeza, por um lado, o da notícia, mas de felicidade por outro lado, por saber que estou cada vez mais perto alguém tão especial...
Então... Eu tô aqui olhando pra minha pulseira... E pensando... "Until they all come home"

É... EU QUERO E PRECISO QUE TODOS ELES VOLTEM PRA CASA...
Para minha casa... Para meu coração...
Amo todos vocês... Amo mesmo... Mais até do que eu mesmo podia imaginar...

Pra uns esse texto pode não ser nada, simplesmente ignorado...
Pra outros pode ser tudo, até uma fonte de inspiração para atitudes futuras...
Mas pra mim... É um verdadeiro desabafo...
É pessoal... É viceral...

Esse último trecho do texto rolou numa conversa no MSN, enquanto eu o escrevia, com uma das pessoas mais importantes da minha infância, Marcus Vinícius Galvão Rehm, vulgo, Culino...

Que além de tudo é também uma das pessoas responsáveis pela minha inspiração pra escrever esse "tratado".

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Celo, vc é muito especial...
Te amo! Bjs da "titia" Naza

11:01 AM  
Anonymous Anônimo said...

Celo,
Estava anciosa para conhecer esse texto na forma escrita e fico feliz que esse câmbio não tenha sido um ônus para a carga emotiva presente no texto oral. Aiaiai, eu e minha verborragia, deixa eu parar porque isso é o que eu mais detesto nos professores. Celo, o que mais espero é que essas mudanças na sua vida estejam longe de estacionar, que as coisas melhorem mais e mais, até que vc pareça uma bexiga prestes a explodir felicidade. Te amo muito, muito, muitão... Lari

11:17 AM  
Anonymous Anônimo said...

Celo,
Que bom que vc está passando por essa fase de felicidade intensa!!! Fico daqui torcendo pra que ela dure um tempãaaao...
Hj deu uma saudade das enquetes!!!
Huahauahua...
Bjoca

9:43 AM  

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